Este comercial é divulgado desde o ano passado pelo governo federal. É muito interessante e deveria gerar um movimento de reflexão em todos os cidadãos.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Bruxas e Bruxinhas
Mais um projeto desenvolvido para a educação infantil mas, que pode ser adaptado para o ensino fundamental.
Educação sem homofobia
O que é Educação sem Homofobia?
O Projeto Educação sem Homofobia é fruto da parceira entre o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) da Universidade Federal de Minas Gerais (Nuh/UFMG), as secretarias municipais de educação de Belo Horizonte e Contagem, o Centro de Referência GLBT de BH e grupos do movimento social GLBT da região metropolitana; contando com financiamento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC). Este projeto insere-se, dentro das diretrizes do Programa Brasil sem Homofobia, no âmbito da Formação de Profissionais da Educação para a Promoção da Cultura de Reconhecimento da Diversidade Sexual e da Igualdade de Gênero.
Buscamos questionar práticas, posturas, princípios e valores presentes no ambiente escolar que reproduzem e legitimam as hierarquias sexuais, naturalizando a norma heterossexual e invisibilizando/inviabilizando outras possibilidades de manifestação das sexualidades. Nossa proposta procura conjugar formação teórica e conceitual, a realidade escolar trazida pelos/as participantes do curso e as vivências de integrantes dos movimentos sociais GLBT. Tematizamos os direitos sexuais como direitos humanos, evidenciando como questões vivenciadas primordialmente no âmbito privado passaram a fazer parte da vida política da grande maioria das sociedades ocidentais. Abordamos as sexualidades como construções histórica e socialmente demarcadas, com múltiplas possibilidades de expressão, buscando visibilizar aquelas inferiorizadas e negadas pela heteronormatividade. Objetivamos ainda a instrumentalização dos/as participantes para a análise institucional, capacitando-os/as para a formulação/aplicação de ações visando o reconhecimento da diversidade sexual, o combate à homofobia e ao sexismo e a promoção da cidadania e da cultura de paz nos espaços de convivência escolar.
Buscamos questionar práticas, posturas, princípios e valores presentes no ambiente escolar que reproduzem e legitimam as hierarquias sexuais, naturalizando a norma heterossexual e invisibilizando/inviabilizando outras possibilidades de manifestação das sexualidades. Nossa proposta procura conjugar formação teórica e conceitual, a realidade escolar trazida pelos/as participantes do curso e as vivências de integrantes dos movimentos sociais GLBT. Tematizamos os direitos sexuais como direitos humanos, evidenciando como questões vivenciadas primordialmente no âmbito privado passaram a fazer parte da vida política da grande maioria das sociedades ocidentais. Abordamos as sexualidades como construções histórica e socialmente demarcadas, com múltiplas possibilidades de expressão, buscando visibilizar aquelas inferiorizadas e negadas pela heteronormatividade. Objetivamos ainda a instrumentalização dos/as participantes para a análise institucional, capacitando-os/as para a formulação/aplicação de ações visando o reconhecimento da diversidade sexual, o combate à homofobia e ao sexismo e a promoção da cidadania e da cultura de paz nos espaços de convivência escolar.
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| http://mensagens.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/citacoes-sobre-educacao/citacoes-sobre-educacao12.jpg |
FUNDAMENTOS
Nota-se que as questões relativas à sexualidade humana e seu amplo gradiente de expressões que até então eram veladas ou tratadas como de menor valor fazem-se sentir no interior da escola. Há crítica aos que vêem nos conteúdos das vivências sexuais apenas o alvo de controle moral ao considerar que o objetivo mais nobre da escola é assegurar a transmissão do conhecimento. A escola agora busca dar visibilidade a essas vivências impelidas pelos novos tempos em que se amplia o reconhecimento de sua função social no trato dos novos contornos da sexualidade humana. A emersão da gravidez na adolescência ou a demanda de combate às DSTs/AIDS, por exemplo, são apenas a ponto de um grande iceberg que (re)vela a condição juvenil e a importância da sexualidade na afirmação desses protagonistas.
Deve-se, então, reconhecer que é necessário avançar no contexto já consolidado de aceitação da educação sexual nas escolas. Considerar não apenas a ponta do iceberg de tratar a educação sexual como ação preventiva ainda fortemente marcada pelo biologicismo quando faz do risco da gravidez precoce e da prevenção à contaminação os temas mobilizadores de sua organização. São as relações de gênero em sua constituição de matrizes identitárias psico-sociais atribuídas ao bimorfismo acima referido que está na base desse grande bloco de gelo.
Deve-se, então, reconhecer que é necessário avançar no contexto já consolidado de aceitação da educação sexual nas escolas. Considerar não apenas a ponta do iceberg de tratar a educação sexual como ação preventiva ainda fortemente marcada pelo biologicismo quando faz do risco da gravidez precoce e da prevenção à contaminação os temas mobilizadores de sua organização. São as relações de gênero em sua constituição de matrizes identitárias psico-sociais atribuídas ao bimorfismo acima referido que está na base desse grande bloco de gelo.
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| http://www.fafich.ufmg.br/educacaosemhomofobia/noticiasantigas.php?id=29&&mes=10 |
Dados Interessantes
Segundo pesquisa realizada pela UNESCO denominada “Juventudes e Escola” (CASTRO, ABRAMOVAY e SILVA, 2004), são as questões de gênero as que perpassam e mobilizam diferentes distribuições estatísticas:
• Alunas tendem a considerar a virgindade mais importante para as mulheres do que para os homens e em todas as capitais pesquisadas são os alunos que tem relações sexuais mais precocemente, enquanto elas adiam um pouco mais esse início;
• Para as meninas a gravidez é uma felicidade e para os meninos é uma forma de prejuízo que vai ter peso para o resto da vida;
• As razões para não se pedir ao parceiro que use camisinha diferem entre meninos e meninas: para elas as razões envolvem confiança e fidelidade e para eles as razões estão relacionadas ao momento, ao prazer e a fato de se achar não vulnerável;
• Para alunas bater em homossexuais é classificado como a terceira violência mais grave enquanto que para os alunos ocupa a sexta violência em uma lista em que seis opções foram dadas como opções;
• Os homens têm mais preconceito que as mulheres sobre o convívio com homossexuais na escola. Sendo que 25% dos alunos nas capitais pesquisadas não gostariam de ter um colega de classe que fosse homossexual.
• Alunas tendem a considerar a virgindade mais importante para as mulheres do que para os homens e em todas as capitais pesquisadas são os alunos que tem relações sexuais mais precocemente, enquanto elas adiam um pouco mais esse início;
• Para as meninas a gravidez é uma felicidade e para os meninos é uma forma de prejuízo que vai ter peso para o resto da vida;
• As razões para não se pedir ao parceiro que use camisinha diferem entre meninos e meninas: para elas as razões envolvem confiança e fidelidade e para eles as razões estão relacionadas ao momento, ao prazer e a fato de se achar não vulnerável;
• Para alunas bater em homossexuais é classificado como a terceira violência mais grave enquanto que para os alunos ocupa a sexta violência em uma lista em que seis opções foram dadas como opções;
• Os homens têm mais preconceito que as mulheres sobre o convívio com homossexuais na escola. Sendo que 25% dos alunos nas capitais pesquisadas não gostariam de ter um colega de classe que fosse homossexual.
Em outra pesquisa denominada “Gravidez na adolescência: estudo multicêntrico sobre jovens, sexualidade e reprodução no Brasil” (HEILBORN, 2006), um dado relevante é de que:
• Homens são menos tolerantes que as mulheres a comportamento homossexual;
• A tolerância a comportamento homossexual é diretamente proporcional à escolaridade;
• Homens são mais tolerantes com lésbicas que as mulheres, enquanto as mulheres são mais tolerantes do que os homens com gays (homossexualismo masculino).
• Homens são menos tolerantes que as mulheres a comportamento homossexual;
• A tolerância a comportamento homossexual é diretamente proporcional à escolaridade;
• Homens são mais tolerantes com lésbicas que as mulheres, enquanto as mulheres são mais tolerantes do que os homens com gays (homossexualismo masculino).
Já segundo pesquisa realizada durante a 8ª Parada do Orgulho GLBT em Belo Horizonte (Prado, Machado e Rodrigues, 2005):
• 44,7 % dos entrevistados homossexuais já disseram ter sofrido alguma forma de violência na escola, ocupando o terceiro lugar após a família e lugares públicos de lazer.
• 44,7 % dos entrevistados homossexuais já disseram ter sofrido alguma forma de violência na escola, ocupando o terceiro lugar após a família e lugares públicos de lazer.
Esses dados indicam que a heteronormatividade é compulsória na sociedade e que, entre alunos e alunas, reproduzem-se os preconceitos de gênero que articulam as assimetrias entre homens e mulheres e que lastreiam o sexismo, o machismo e a misogínia.
Deve, portanto, a escola ser preparada para enfrentar situações de aviltamento da condição humana no que tange as possibilidades oferecidas em se ser homem e mulher, pois são as dinâmicas sexistas e seus estereótipos que dificultam a permanência de alunos e alunas na escola, afetam as expectativas quanto ao sucesso e ao rendimento escolar, incidem no padrão das relações sociais entre estudantes e deste com os profissionais da educação.
Em Belo Horizonte e Contagem, os dois maiores municípios da região metropolitana, já há alguns anos o trabalho sistemático em educação sexual vem acontecendo em suas redes. São nessas ações que as discussões sobre gênero acontecem junto a outros temas relevantes no trato com a sexualidade, entretanto, há uma avaliação de que esse conjunto de ações é ainda insuficiente frente aos desafios colocados e já assumidos por outros setores das políticas públicas a partir de demanda do movimento social como, por exemplo, a criação de centros de referência em direitos humanos e cidadania GLBT.
Considerando estas questões é que ensejamos no âmbito das atividades de capacitação e intervenção junto a gestores das políticas públicas, o desenvolvimento de uma pesquisa que compreenda a dinâmica do preconceito homofóbico, a capacidade dos gestores em identificar este tipo de violência e suas formas de enfrentamento que podem gerar processos e práticas interventivas no âmbito da educação e das políticas sociais.
Deve, portanto, a escola ser preparada para enfrentar situações de aviltamento da condição humana no que tange as possibilidades oferecidas em se ser homem e mulher, pois são as dinâmicas sexistas e seus estereótipos que dificultam a permanência de alunos e alunas na escola, afetam as expectativas quanto ao sucesso e ao rendimento escolar, incidem no padrão das relações sociais entre estudantes e deste com os profissionais da educação.
Em Belo Horizonte e Contagem, os dois maiores municípios da região metropolitana, já há alguns anos o trabalho sistemático em educação sexual vem acontecendo em suas redes. São nessas ações que as discussões sobre gênero acontecem junto a outros temas relevantes no trato com a sexualidade, entretanto, há uma avaliação de que esse conjunto de ações é ainda insuficiente frente aos desafios colocados e já assumidos por outros setores das políticas públicas a partir de demanda do movimento social como, por exemplo, a criação de centros de referência em direitos humanos e cidadania GLBT.
Considerando estas questões é que ensejamos no âmbito das atividades de capacitação e intervenção junto a gestores das políticas públicas, o desenvolvimento de uma pesquisa que compreenda a dinâmica do preconceito homofóbico, a capacidade dos gestores em identificar este tipo de violência e suas formas de enfrentamento que podem gerar processos e práticas interventivas no âmbito da educação e das políticas sociais.
Disponível em: http://www.fafich.ufmg.br/nuh/index.php?option=com_content&view=article&id=78&Itemid=109
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Ler no meio do caos
Especialista em projetos de mudança na educação presencial e a distância
Diretor de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp
| http://www.sedentario.org/lpb-ou-como-uma-nova-geracao-de-escritores-e-leitores-esta-revolucionando-o-mercado-editorial-32548 |
Num mundo tão complexo, é necessário aprender a ler de muitas formas, de perspectivas diferentes, para poder entender o que se passa sob a superfície movediça dos múltiplos e incessantes acontecimentos.
É fascinante encontrar sentido no aparente caos, captar a dinâmica dos movimentos, o que é permanente por trás da mutação. Esse é um dos desafios de hoje: conseguir acompanhar as múltiplas interfaces da informação e mergulhar nas suas entrelinhas, nas profundezas dos significados ocultos e escorregadios.
Ler depende, além do domínio técnico, de ter uma atitude curiosa diante da vida, do mundo, das pessoas. A curiosidade nos motiva a ler, a conhecer, a pesquisar. Ler é um prazer quando queremos saber mais, investigar mais, descobrir ângulos diferentes, indo além do óbvio.
Quanto mais informação disponível, mais complexo se torna o ato de ler. Primeiro, porque precisamos escolher o tempo todo, eliminando a maior parte do que se apresenta à nossa frente. Sempre estaremos acometidos pela dúvida da validade das escolhas feitas: Por que não ler outros textos, outras páginas? Quantas informações relevantes estamos excluindo quando teclamos novos clicks?
Após essa triagem constante, continua a dúvida: o que ler rapidamente, só para um acompanhamento rápido e o que ler com calma, com tempo, com cuidado? Em geral, pela premência do tempo, o que consideramos importante o salvamos, para lê-lo depois com mais atenção. E quando conseguimos retomar de verdade a leitura do que salvamos, se há tantos novos estímulos e materiais que se sobrepõem aos que estávamos mapeando?
Em geral hoje lemos muitas mais coisas, ouvimos e vemos muitas histórias diferentes. É um redemoinho informativo incessante. Mas... aprendemos muito, conhecemos de verdade, compreendemos profundamente o que lemos?
O ritmo frenético de atividades, de exigência de respostas para tudo, de quebra de atenção por chamadas, mensagens, vídeos, solicitações múltiplas dificulta sobremaneira a necessária concentração para a compreensão profunda. Conhecemos muitas coisas, só que mais superficialmente. Como tudo está ao alcance de um click parece que é fácil conhecer. É fácil mapear a informação; difícil é conhecer, compreender os seus múltiplos significados.
Hoje aprendemos juntos, conectados, através de redes sociais. O intercâmbio é fascinante. Esse fluir contínuo da informação do Twitter ou Facebook é inebriante, porque nos coloca em contato instantâneo com múltiplos mundos, perspectivas, assuntos, pessoas. O perigo está na empolgação da fascinação do ritmo alucinante das mensagens e da falta de concentração e tempo para aprofundar as que são mais significativas. Boa parte do fluir informativo é redundante e banal; não vale a pena dedicar-lhe tanto tempo. Há muito narcisismo, deslumbramento, exibicionismo nas redes sociais, junto com contribuições relevantes, que são pérolas pontuais no meio de um deserto de areia movediça.
No meio dessa voragem informacional é importante manter algumas referências básicas, alguns textos e autores fundamentais e voltar a eles com freqüência. É importante quebrar o ritmo do caleidoscópio informativo para meditar, pensar, analisar, perceber, decantar, concluir. Sem esses tempos de quebra de ritmo, corremos o risco de sermos levados pelas sucessivas ondas, sem saber surfá-las.
Quanta mais informação, mais difícil e complexo se torna o ato de ler e mais necessário se faz aprender a ler de muitas formas, integrando múltiplas linguagens e mídias, de forma muito mais rica e profunda.
É fascinante encontrar sentido no aparente caos, captar a dinâmica dos movimentos, o que é permanente por trás da mutação. Esse é um dos desafios de hoje: conseguir acompanhar as múltiplas interfaces da informação e mergulhar nas suas entrelinhas, nas profundezas dos significados ocultos e escorregadios.
Ler depende, além do domínio técnico, de ter uma atitude curiosa diante da vida, do mundo, das pessoas. A curiosidade nos motiva a ler, a conhecer, a pesquisar. Ler é um prazer quando queremos saber mais, investigar mais, descobrir ângulos diferentes, indo além do óbvio.
Quanto mais informação disponível, mais complexo se torna o ato de ler. Primeiro, porque precisamos escolher o tempo todo, eliminando a maior parte do que se apresenta à nossa frente. Sempre estaremos acometidos pela dúvida da validade das escolhas feitas: Por que não ler outros textos, outras páginas? Quantas informações relevantes estamos excluindo quando teclamos novos clicks?
Após essa triagem constante, continua a dúvida: o que ler rapidamente, só para um acompanhamento rápido e o que ler com calma, com tempo, com cuidado? Em geral, pela premência do tempo, o que consideramos importante o salvamos, para lê-lo depois com mais atenção. E quando conseguimos retomar de verdade a leitura do que salvamos, se há tantos novos estímulos e materiais que se sobrepõem aos que estávamos mapeando?
Em geral hoje lemos muitas mais coisas, ouvimos e vemos muitas histórias diferentes. É um redemoinho informativo incessante. Mas... aprendemos muito, conhecemos de verdade, compreendemos profundamente o que lemos?
O ritmo frenético de atividades, de exigência de respostas para tudo, de quebra de atenção por chamadas, mensagens, vídeos, solicitações múltiplas dificulta sobremaneira a necessária concentração para a compreensão profunda. Conhecemos muitas coisas, só que mais superficialmente. Como tudo está ao alcance de um click parece que é fácil conhecer. É fácil mapear a informação; difícil é conhecer, compreender os seus múltiplos significados.
Hoje aprendemos juntos, conectados, através de redes sociais. O intercâmbio é fascinante. Esse fluir contínuo da informação do Twitter ou Facebook é inebriante, porque nos coloca em contato instantâneo com múltiplos mundos, perspectivas, assuntos, pessoas. O perigo está na empolgação da fascinação do ritmo alucinante das mensagens e da falta de concentração e tempo para aprofundar as que são mais significativas. Boa parte do fluir informativo é redundante e banal; não vale a pena dedicar-lhe tanto tempo. Há muito narcisismo, deslumbramento, exibicionismo nas redes sociais, junto com contribuições relevantes, que são pérolas pontuais no meio de um deserto de areia movediça.
No meio dessa voragem informacional é importante manter algumas referências básicas, alguns textos e autores fundamentais e voltar a eles com freqüência. É importante quebrar o ritmo do caleidoscópio informativo para meditar, pensar, analisar, perceber, decantar, concluir. Sem esses tempos de quebra de ritmo, corremos o risco de sermos levados pelas sucessivas ondas, sem saber surfá-las.
Quanta mais informação, mais difícil e complexo se torna o ato de ler e mais necessário se faz aprender a ler de muitas formas, integrando múltiplas linguagens e mídias, de forma muito mais rica e profunda.
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Texto inspirado no meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 4ª ed., Campinas: Papirus, 2009.
Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/leituras.htm
A educação em tempos de twitter
Especialista em projetos de mudança na educação presencial e a distância
Diretor de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp
Com todos os recursos móveis e em rede,
muitas questões nos desafiam como educadores:
1. O papel do professor muda cada vez mais: Ensina menos, orienta mais, articula melhor. Ele se aproxima mais dos alunos, se movimenta mais entre eles.
2. Os tempos das aulas se tornam mais densos, para realizar atividades interessantes, que possam ser pesquisadas, produzidas, apresentadas e avaliadas no mesmo espaço e tempo. São inviáveis as aulas de 50 minutos.
3. As aulas não se resumem só aos momentos presenciais. Aumenta a integração com os ambientes digitais, com os ambientes colaborativos, com as tecnologias simples, fáceis, intuitivas.
4. Os espaços se multiplicam, mesmo sem sair do lugar (múltiplas atividades diferenciadas na mesma sala). O conteúdo pode ser disponibilizado digitalmente. Predominam as atividades em tempo real interessantes, desafios, jogos, comunicação com outros grupos.
5. Há uma exigência de maior planejamento pelo professor de atividades diferenciadas, focadas em experiências, em pesquisa, em colaboração, em desafios, jogos, múltiplas linguagens. Forte apoio de situações reais, de simulações.
6. Ganha importância maior a presença do aluno-monitor, que apóia os colegas e ajuda o professor, tanto nas atividades como nas orientações tecnológicas.
7 Aumenta a integração de ambientes digitais mais organizados (como o Moodle) com recursos mais abertos, personalizados, grupais, informais (web2.0) em todas as etapas de um curso. Para motivar, ilustrar, disponibilizar, pesquisar, interagir, produzir, publicar, avaliar com o envolvimento de todos.
8. Quanto mais tecnologias, maior a importância de profissionais competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo de profunda interação humana, com menos momentos presenciais tradicionais e múltiplas formas de orientar, motivar, acompanhar, avaliar.
9. É imenso – e mal explorado - o campo de inserção da escola na comunidade, de diálogo com pais, bairro, cidade, mundo, com atividades presenciais e digitais.
10. Podemos ter modelos de organização de aulas, atividades e de materiais formatados para todo o país. Só não podem ser aplicados ao pé da letra nem ficarmos reféns deles. Podem servir como roteiros de orientação dos alunos, personalizando-os, dando-lhes a nossa cara, indo além do que está previsto.
11. A educação continuada, permanente, para todos, formal e informal, presencial e a distância, abre imensos horizontes profissionais, metodológicos, mercadológicos, que mal vislumbramos ainda. Tudo está para ser feito, experimentado e reinventado de forma diferente. A educação pode ser o campo mais fértil da reinvenção, porque todas as pessoas, em todas as idades e condições, precisam desesperadamente de ajuda em múltiplos campos: da formação inicial à super-especializada.
12. Diante de tantas mudanças, tudo o que fizermos para inovar na educação será pouco.
muitas questões nos desafiam como educadores:
1. O papel do professor muda cada vez mais: Ensina menos, orienta mais, articula melhor. Ele se aproxima mais dos alunos, se movimenta mais entre eles.
2. Os tempos das aulas se tornam mais densos, para realizar atividades interessantes, que possam ser pesquisadas, produzidas, apresentadas e avaliadas no mesmo espaço e tempo. São inviáveis as aulas de 50 minutos.
3. As aulas não se resumem só aos momentos presenciais. Aumenta a integração com os ambientes digitais, com os ambientes colaborativos, com as tecnologias simples, fáceis, intuitivas.
4. Os espaços se multiplicam, mesmo sem sair do lugar (múltiplas atividades diferenciadas na mesma sala). O conteúdo pode ser disponibilizado digitalmente. Predominam as atividades em tempo real interessantes, desafios, jogos, comunicação com outros grupos.
5. Há uma exigência de maior planejamento pelo professor de atividades diferenciadas, focadas em experiências, em pesquisa, em colaboração, em desafios, jogos, múltiplas linguagens. Forte apoio de situações reais, de simulações.
6. Ganha importância maior a presença do aluno-monitor, que apóia os colegas e ajuda o professor, tanto nas atividades como nas orientações tecnológicas.
7 Aumenta a integração de ambientes digitais mais organizados (como o Moodle) com recursos mais abertos, personalizados, grupais, informais (web2.0) em todas as etapas de um curso. Para motivar, ilustrar, disponibilizar, pesquisar, interagir, produzir, publicar, avaliar com o envolvimento de todos.
8. Quanto mais tecnologias, maior a importância de profissionais competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo de profunda interação humana, com menos momentos presenciais tradicionais e múltiplas formas de orientar, motivar, acompanhar, avaliar.
9. É imenso – e mal explorado - o campo de inserção da escola na comunidade, de diálogo com pais, bairro, cidade, mundo, com atividades presenciais e digitais.
10. Podemos ter modelos de organização de aulas, atividades e de materiais formatados para todo o país. Só não podem ser aplicados ao pé da letra nem ficarmos reféns deles. Podem servir como roteiros de orientação dos alunos, personalizando-os, dando-lhes a nossa cara, indo além do que está previsto.
11. A educação continuada, permanente, para todos, formal e informal, presencial e a distância, abre imensos horizontes profissionais, metodológicos, mercadológicos, que mal vislumbramos ainda. Tudo está para ser feito, experimentado e reinventado de forma diferente. A educação pode ser o campo mais fértil da reinvenção, porque todas as pessoas, em todas as idades e condições, precisam desesperadamente de ajuda em múltiplos campos: da formação inicial à super-especializada.
12. Diante de tantas mudanças, tudo o que fizermos para inovar na educação será pouco.
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Texto inspirado no meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 4ª ed., Campinas: Papirus, 2009.
Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/twitter.htm
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Livros para formação
Mais uma vez o site Educar para crescer sai na frente. Este mês o site divulgou uma lista de 204 livros que auxiliam na formação do leitor. Isso mesmo, são 204 obras selecionadas para acompanhar seus filhos dos 2 aos 18 anos. A seleção foi feita por dezoito educadores e está dividida em 12 livros por ano, respeitando as especificidades de cada faixa etária.
Vale muito a pena conferir e, garantir o futuro de nossos leitores.http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/index.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=biblioteca-basica-jan-2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Biblioteca Pública do Paraná
Durante todo o ano, a Biblioteca Pública do Paraná promove ações educativas voltadas ao público infantil. Entre elas, encontramos oficinas de recorte, colagem, pintura, brinquedos de sucata, hora do conto, etc. E, no mês de janeiro, em que boa parte dos pais está de férias e, muitas vezes sem saber o que fazer com a criançada, é a oportunidade perfeita para participar destas atividades e incentivar a leitura. Por isso, resolvi publicar aqui o "Programinha", com as atividades da seção infantil da Biblioteca.
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| Imagem disponível em: http://iliadahomero.wordpress.com/category/conexoes-contexto/ |
PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO
Oficinas:
De 2 a 10: Recorte e colagem;
De 11 a 17: Monotipia;
De 18 a 24: Brinquedos de sucata;
De 25 a 31: Pintura.
Hora do conto:
De 2 a 10: Príncipes e princesas, sapos e lagartos;
De 11 a 17: Marcelo, marmelo martelo;
De 18 a 24: Mudanças no galinneiro: mudam as coisas por inteiro;
De 25 a 31: O rato da cidade e o rato do campo.
(De segunda a sexta, às 11h e as 15h; sábados, às 11h.)
Exposições e Painéis
Dia 1o. Dia mundial da paz;
Dia 8: Dia do fotógrafo;
Dia 30: Dia Nacional das histórias em quadrinhos.
(A programação está sujeita a alterações conforme a faixa etária do público)
Noções básicas de xadrez:
Às terças e quintas-feiras, das 9h às 10h e das 16h às 17h.
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| Imagem disponível em: http://www.band.com.br/curitiba/conteudo.asp?ID=488241 |
Gincana de leitura:
A Seção infantil promove uma "Gincana de Leitura" para crianças de 5 a 12 anos.
As inscrições vão do dia 09 de janeiro à 29 de fevereiro, na própria Seção Infantil, na BPP. A premiação acontece no dia 16 de março, às partir das 15h.
Informações: 3221-4980
(Informações copiadas do boletim informativo no. 192, ano 27 (distribuído pela BPP.))
(Toda a programação ocorre na seção infantil, no piso térreo da BPP, com entrada franca.)
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