terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

BIODIVERSIDADE

Todos os anos a Secretaria de Educação do Município de Curitiba promove uma série de discussões a respeito da BIODIVERSIDADE. Este ano o tema escolhido foi a "Evolução da Vida" para o ciclo I do Ensino Fundamental. Para tal, escolhemos o livro "Lolo Barnabé" da Eva Furnari para dar introduzir o assunto junto às crianças.

No tempo em que as pessoas moravam em cavernas existiu um homem muito criativo e inteligente chamado Lolo Barnabé.


Aos vinte anos, lolo casou-se com Brisa. Ela também era como ele, criativa e inteligente. Casaram-se por amor. Muito amor.
Depois da lua-de-mel, escolheram a melhor caverna da região para morar e, logo no primeiro ano de casamento, tiveram um filho, o Finfo Barnabé, também criativo e inteligente.


Todos ao dias, Lolo saía para caçar e colhe frutas. A noite, sentavam-se todos em volta da fogueira, assavam a carne, cantavam canções e agradeciam a Deus pela beleza da vida.



Eram muito felizes... mas nem tanto
A caverna era úmida.
Por essa razão, Lolo e Brisa acharam melhor construir uma casa no alto do moro.
Teriam mais conforto e poderiam viver melhor.
Lolo, que era muito habilidoso, fez uma casa linda, e a família, animada, mudou-se para lá. Brisa queria que a casa fosse amarela e lolo, que amava a esposa e lhe fazia todas as vontades, pintou a casa de amarelo.

O tempo passou e eles estavam felizes... mas nem tanto.
Brisa não gostava de vestir aquela pele de animal. Sentia frio.
Então eles tiveram a idéia de fazer roupas mais adequadas. E, como ela também era habilidosa, inventou o vestido.Ficou animada e, em seguida, inventou o sutiã, a calcinha, a cueca, a camisa, a calça, a bermuda e o pijama. E Lolo inventou sapatos que combinassem.
Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Brisa achou que faltava uma coisa e falou para Lolo:
- Amor, não podemos deixar nossas belas roupas pelo chão. Você não acha que poderíamos fazer assim uma especie de móvel para guardar a roupa?
Lolo achou que era uma excelente idéia, tudo ia ficar mais limpo, e inventou o guarda-roupa. Como era muito habilidoso, fez um grande armário de cerejeira, cheio de gavetas, portas e puxadores cromados.
Finfo adorou, já tinha um lugar para se esconder quando brincasse de esconde-esconde com o pai.

Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Lolo tinha feito uam bagunça danada para construir o armário e Brisa ficou irritada.
Lolo, então, para acalmar a mulher, inventou a vassoura e achou que era melhor já fazer uma oficina longe de casa para não atrapalhar a felicidade do lar. E fez.


Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
No lar havia problemas. Finfo acordava sempre com o pijama sujo depois de dormir no chão.
Brisa discutiu a questão com o Lolo e eles acharam que podiam construir uam espécie de coisa assim, de madeira, com quatro pés, macia por cima. Ia ser muito mais confortável e a vida deles ia melhorar.



Lolo pensou bastante, trabalhou muito e inventou a cama. Como todos sabem, Lolo era caprichoso, e já inventou a cama com colchão, cobertor e travesseiro.
Brisa ficou encantada, principalmente com o travesseiro, que era a coisa mais macia do mundo.
Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Como eles almoçavam e jantavam em cima da coisa macia, a cama, estavam sujando muito os lençóis.
Lolo, então, inventou a mesa.

Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Acharam muito desconfortável comer de pé.Lolo trabalhou bastante e inventou a cadeira. Muito confortável, muito confortável mesmo, bem melhor que comer em pé. Aproveitou para ficar sentado por mais de uam hora, pois ele estava cansado de tanto inventar e construir coisas, além decaçar e colher frutas é claro.
Todos ficaram felizes... mas nem tanto.Lolo e Brisa estavam achando que cozinhar na fogueira dava muito trabalho e eles não queriam trabalhar tanto. Se inventassem algo mais prático, teriam mais tempo para ficar juntos, se divertir e descansar. Inventaram, então, o fogão a gás.

Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Lavar a roupa lá no rio também era coisa dura. Brisa e Lolo queriam facilitar essa tarefa. Pensaram muito e inventaram a água encanada e o tanque. E, já que tinham inventado a água encanda, inventaram logo o banheiro para não ter que ir no mato, a noite, no frio.
Deu trabalho, Lolo já trabalhava oito horas por dia, inventando e construindo coisas e, apesar do cansaço, o resultado compensava.
O banheiro ficou maravilhoso.
Fizeram uma festa com o sabonete, o xampu, o condicionador, o creme hidratante, a esponja de banho, o talco, o papel higiênico, o perfume, o mercurocromo, o algodão, a gaze, o esparadrapo, o cotonete, etc...
Lolo adorou o creme, a lamina de barbear, a loção pós-braba, o barbeador elétrico, o desodorante, etc...
Ficaram encantados com a escova de dentes, o creme dental, o protetor solar, o colírio, etc....
Divertiram-se muito com o pente, a escova, o grampo, o secador de cabelo, etc....
E enlouqueceram de alegria com o espelho.

Todos ficaram felizes... mas nem tanto. 
Lolo tinha tanto trabalho e passava tantas horas por dia fora de casa, inventando coisas para dar conforto e facilitar a vida, que ficava estressado e com saudades do filho, que sempre estava dormindo quando ele chegava. Então Lolo inventou o tlefone, para que lês pudessem se falar diversas vezes por dia.
Todos ficaram felizes.... mas nem tanto.Pelo telefone não dava para abraçar, nem beijar. Então tiveram a idéia de Brisa ajuadá-lo na oficina, assim Lolo poderia chegar mais cedo do trabalho para abraçar e beijar o filho.


Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Brisa e Lolo, a noite, quando chegaram do trabalho, depois de abraçar e beijar o filho Finfo, ainda tinham que lavar a louça, a roupa, fazer o jantar, passar pano no chão e ficavam cansados, irritados, briguentos e enjoados de fazer todos os dias aquilo tudo. Naquele tempo ainda não tinham inventado a pizza delivery.

Acharam que a solução era facilitar as tarefas. Pensaram tanto que quase fritaram o cérebro quando inventaram, de uam so vez: o liquidificador, a batedeira a centyrifuga, a cafeteira, o espremedor, a garrafa térmica, etc...
O microondas, a torradeira, a sanduicheira, etc...
A maquina de lavar roupa, o sabão em pó, o detergente, o amaciante, o alvejante, o desinfetante, etc...

A geladeira, o freezer, a despensa, etc...
A maquina de lavar louça, a secadora, o balde, o esfregão, a lata de lixo, etc...
O carpete, o aspirador de pó, o tira-manchas, etc...
E, finalmente, inventaram o fim de semana, que ninguém é de ferro.

Todos ficaram felizes.... mas nem tanto.
Sempre tinha algum aparelho que encrencava e isso era dor de cabeça danada.
Eles tinham que levar para a oficina para consertar e, como já estavam acostumados com o conforto, ficavam extremamente irritados e impacientes de fazer as coisas na mão. Coisinhas como lavar a louça, a roupa, bater ovos....

Além do mais, a família Barnabé, agora era chique.
Lolo, Brisa e Finfo passaram a achar importante estarem sempre bonitos e elegantes. Não queriam mais andar de qualquer jeito, com a roupa amarrotada.
Não ficava bem.
Lolo inventou, então, o ferro de passar.


Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Dava um trabalho danado passar a roupa. E Brisa não tinha mais tempo, afinal ela trabalhava fora.
E Lolo, dessa vez, não se sabe por que, não conseguiu inventar uma máquina de passar roupa. Deve ter dado um tilt nas idéias dele
.
Mas é compreensível, porque, afinal, ele também era humano e as vezes falhava.
Lolo ficou muito depremido e pensativo
, mas a mulher foi compreensiva e arranjou uma solução: chamou sua prima para vir todos os dias passar a roupa.
Era uma ótima idéia, porque ela poderia fazer também as outras coisas na oficina.

A prima queria alguma recompensa por trabalhar na casa e então inventaram o dinheiro e deram para ela um salário. Como era pouquinho, chamaram de salário mínimo.
Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Finfo ficava sozinho o dia inteiro sem mãe nem o pai por perto. Sentia-se infeliz, não tinha com quem brincar, já que a prima de brisa também so ficava cuidando da casa.Então lolo e brisa inventaram a televisão, o sofá e o controle remoto.
Todos ficaram felizes... mas nem tanto.
Eles chegavam a noite tão cansados do trabalho e o Finfo querendo brincar e eles querendo descansar que acabavam brigando. Depois, também, cansados de brigar, sentavam-se todos na frente da televisão e ficavam hipnotizados e mudos como sacos de batata.
A família Barnabé sentia que aquilo não estavam bom.
Havia alguma coisa errada naquela historia, mas ra difícil, entender o que é que estava errado.
A situação parecia um grande nó.
Lolo e Brisa pensaram logo em inventar mais alguma coisa, mas pela primeira vez bao sabiam o que fazer. E, na verdade, pela primeira vez também perceberam que não era o caso de inventar mais nada.
Então eles foram para o quintal, acenderam uma fogueira e sentaram-se em volta dela, muito tristes buscando uma saída.
Olhando para o fogo, entenderam que eles mesmos tinham criado aquela situação.
Era uma armadilha.
Ficaram muito infelizes... mas nem tanto.
Lolo contou uma historia e Finfo contou outra. Brisa entoou uma canção e lembrou-se de fazer algo que havia muito tempo não fazia: agradecer a Deus pela beleza da vida.
Finalmente entenderam que, se eles mesmos tinham feito aquela armadilha, eles mesmos poderiam desfaze-la.
Eles eram bem criativos e inteligentes.

(a cópia do livro está disponível no blog: http://lolobarnabe.blogspot.com/search?updated-max=2007-07-23T09:56:00-07:00&max-results=7)

A partir da leitura do texto, buscamos algumas atividades relativas a evolução e encontramos este projeto no site da revista Nova Escola:



Objetivos
Conhecer as características da postura bípede, suas vantagens e seus ônus à nossa saúde e sobrevivência.
Conteúdos
Anatomia comparada e evolução
Tempo Estimado
Três aulas
Introdução
Andamos em pé. Esta condição, aparentemente simplória, sintetiza milhões de anos de evolução e representa uma grande mudança em relação aos nossos parentes primatas. As vantagens desta postura, bem como o preço que pagamos por ela são ótimos assuntos para a sala de aula. Levante e se mexa!
Desenvolvimento
A matéria de Veja "Posturas Inimigas" traz uma série de erros de postura que cometemos diariamente e que comprometem nossa saúde. Grande parte destes problemas decorre de nossa postura bípede, única (a não ser pelo canguru) entre os mamíferos! Convide a turma a entender este advento, conhecer as origens e características do bipedalismo.
1ª Aula
Comparando esqueletos
Leia com a turma a matéria de VEJA. Peça para que diferentes alunos leiam cada uma das situação exemplificadas na matéria. Divida a turma de modo que, durante parte da aula, cada grupo se mantenha em uma das posturas inadequadas. Assim, um grupo de alunos permanecerá de pernas cruzadas, outro grupo ficará em pé apoiado sobre uma única perna, outros estudantes ficarão sentados sobre uma perna etc.
Mostre para a turma o esqueleto de diferentes mamíferos. Você pode encontrar estes equeletos em livros didáticos, sites e atlas de anatomia. Pode ainda levar apenas imagens de diferentes exemplos (morcego, baleia, macaco, cavalo, girafa, elefante etc.) e pedir que os alunos imaginem seus esqueletos. Se a escola dispor de um modelo de esqueleto humano, leve-o para a sala de aula.
Peça que os alunos identifiquem algumas estruturas importantes em cada um dos animais. Clavícula, bacia, crânio, ossos dos membros de locomoção, dedos etc. Onde fica, por exemplo, a bacia de um golfinho? E os dedos de um morcego?
Durante a aula, peça que os alunos relatem como estão se sentindo nas posições descritas como incorretas na revista. Onde dói? Que músculos e ossos sentem desconforto? Deixe-os a vontade para abandonarem a postura se o incômodo for muito grande!
2ª Aula
Por que em pé? 
Agora investigue com a turma o que eles pensam sobre o fato de semos os únicos mamíferos bípedes (Ok, o canguru também anda e salta sobre duas patas, mas tem a cauda para auxiliar!). Esta postura surgiu entre os hominídeos - a data não é muito exata, mas algo entre sete e 4,5 milhões de anos atrás - enquanto seus antecessores, bem como os macacos atuais, são arborícolas.
Teoria esta mudança de postura alguma relação com a oferta de alimentos? Ou com a reprodução?
Ainda não há um consenso entre os paleontólogos sobre esta questão. Uma possibilidade é a chamada "Hipótese da Savana". Sabe-se que, entre quatro e sete milhões de anos atrás, a savana africana (berço da humanidade) se expandiu, resultando em um ambiente propício ao bipedalismo: mais altos, os bípedes enxergam mais longe, alcançam outros alimentos etc.
Outra teoria é que, ainda em florestas fechadas, viveu o Ardipithecus. Do porte de um chimpanzé, seus dedões do pé sugerem a postura bípede, que estaria relacionada ao comportamento social: fêmeas se dedicavam às crias (a visão é beneficiada) e machos traziam comida para a família (alcançavam mais alimentos).
O que nenhum cientista questiona é a postura bípede do Australopithecus, comprovada em pegadas de 4,4 milhões de anos.
Debata com seus alunos quais as vantagens de se manter e de se locomover em pé? Na verdade não existem vantagens - a matéria de VEJA deixa isso bem claro - mas sim novas possibilidades.
A maior delas é o menor gasto energético. Diversas pesquisas indicam que andar apoiado em quatro patas dispende muito mais energia do que o caminhar sobre duas delas. Assim, a busca por alimentos e abrigo se tona menos custosa, permitindo deslocamentos maiores, colonização de novos espaços, migrações mais amplas.
Nesta postura, os membros anteriores podem se dedicar à manipulação de objetos, à construção de ferramentas e estão livres para obter alimentos antes inacessiveis - os machos podem, assim, oferecer mais alimentos às fêmeas, o que beneficiaria a manutenção dos mutantes bípedes.
Oriente a turma a registrar estas informações e o debate realizado em classe.
3ª Aula
Evolução de primatas
Agora é o momento de agregar aquilo que se aprendeu nas duas primeiras aulas, propondo uma comparação entre os esqueletos dos primatas, tendo em vista os custos evolutivos de cada modificação.
Mostre para a turma a seguinte imagem:
Imagem


Peça que, em dupla ou trios, identifiquem as grandes mudanças esqueléticas e as relacione com vantagens e desvantagens funcionais. 
Os alunos devem perceber que: 
- Nos bípedes a coluna tem mais curvaturas e que isso representa mais mobilidade e mais dores, consequentemente!
-  a sustentação vertical da cabeça permite melhor aproveitamento dos órgão sensoriais enquanto requer mais esforço cardíaco; 
- as diferentes proporções nos ossos dos membros, permitem explorar diferentes ambientes, locomover-se de modos variados;
- caixa craniana e volume do cérebro em proporção ao restante do corpo, traz também mais peso e requer maior proteção;
- pés como plataforma única de sustentação
Oriente a moçada a perceber outra grande possibilidade do andar bípede: com a diminuição da insolação no dorso e aumento da área "refrigerada" pelo vento frontal, há um melhor controle da temperatura corporal e, consequentemente, da eficiência metabólica. 
Avaliação
Os trabalhos dos grupos de alunos certamente irão refletir a qualidade do aprendizado. Oriente os grupos a sintetizar o que aprenderam neste trabalho, com desenhos e esquemas que evidenciem os custos de uma postura ereta. (http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/pe-importancia-bipedalismo-evolucao-humana-627796.shtml)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A reciclagem na escola

  A questão ambiental é um tema muito importante que deve ser discutido por todos os segmentos da sociedade.O acúmulo de lixo nas cidades é, sem dúvida, um dos grandes problemas ambientais  atuais.
   A escola, por sua vez, sendo formadora de opiniões, deve abordar o problema do lixo através do desenvolvimento de atividades que busquem uma reflexão, uma maior participação e , acima de tudo, comprometimento e mudanças de atitudes, valorizando dessa forma e respeitando a natureza e o meio ambiente. sendo assim, as escolas, que por sua vez cumprem um papel fundamental, de formar cidadãos críticos e formadores de opiniões, devem no próprio ambiente escolar buscar desenvolver algumas atividades que propiciem essa mudança e uma maior conscientização da comunidade, através de oficinas, por exemplo, que podem ser oferecidas a toda comunidade escolar, como oficinas de : coleta seletiva, meio ambiente, cultivo de plantas, higiene individual e do ambiente,alimentação saudável, saúde, construção de brinquedos com material reciclado, etc.
  Os Parâmetros Curriculares Nacioanais(PCNS) refletem a visão de que " aprendizagem de valores e atitudes pouco explorada do ponto de vista pedagógico. Há estudos que apontam a importância da informação como fator de transformação de valores e atitudes.Conhecer os problemas ambientais e saber de suas consequências desastrosas para a vida humana é importante para promover uma atitude cuidado e atenção a essas questões, valorizar ações preservacionistas e aquelas que proponham a sustentabilidade como princípio para a construção de normas que regulamentem as intervenções econômicas." (MEC,1997 ).Para isso, é necessário que,mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores. E esse é um grande desfio para a educação!

Lição de casa

Todo profissional que atua na área da educação deve ter em mente o quanto o dever que o aluno leva para casa é fundamental no processo de aprendizagem. Segundo dados coletados através de pesquisas, 43,2% dos alunos que não realizam essa atividade de forma devida apresentam os piores desempenhos nos estudos.



Partindo desse pressuposto, surge então a necessidade de repensar, enquanto educador, na questão das lições que são enviadas para casa, bem como a forma que o aluno está sendo orientado a realizar tais atividades.
Com essa preocupação, a lição de casa tem sido alvo de reflexão ao se referir ao processo ensino-aprendizagem. Muitas vezes a lição de casa é enviada apenas para preencher o tempo do aluno.


Enquanto educador sugere-se que ao aplicar um conteúdo deve-se observar as dificuldades que os alunos apresentam durante o momento da explicação de forma que ao elaborar as atividades que serão enviadas para casa, essas abordem o necessário para que seus alunos compreendam com clareza o conhecimento no qual se deseja transmitir.


O ideal é que as estratégias sejam bem definidas tornando os alunos capazes de fazerem a diferença, no sentido de consolidar os conteúdos apresentados em classe, de forma que tenham um bom desempenho na evolução da aprendizagem.
Ressalta-se que o professor ao elaborar suas atividades deve construí-las no sentido de criar estratégias e objetivos que irão propiciar um melhor aprendizado para o aluno. 


Além disso, o professor pode e deve orientar seus alunos, ensinando-lhes qual a melhor forma de estudar no ambiente de casa, atingindo os reais objetivos que são propostos de acordo com cada atividade.
O ideal é que ao iniciar a construção das atividades escolares, tenha como ponto de partida o planejamento, visto que ele dará o suporte necessário. 
As atividades devem ser desafiadoras, porém compreensíveis aos alunos, os conteúdos pedagógicos devem ser bem definidos de forma que as estratégias sejam bem específicas. 
E, finalmente, ter a consciência de que lições de casa não foram criadas apenas para preencher o tempo do aluno em casa, mas sim com um objetivo real e importante para o desenvolvimento do aluno no processo educacional.
Por Elen Cristine
AGORA PENSE:


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ALFABETO

Estava procurando ums fonte de inspiração, quando me deparei com uma ideia muito legal. No blog http://espacoeducar-liza.blogspot.com encontrei uma sugestão bem legal de alfabeto para trabalhar com as crianças de primeiro ano.
























Bom trabalho!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais uma dica do site Educar para Crescer:


Pra se divertir um pouco...

Adoro imagens engraçadas que aparecem nos mais diversos blogs. E, esta imagem do blog: www.insoonia.com é simplismente fantástica. Ela representa um possível "novo" alfabeto para decorar nossas salas de aula.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O que são heróis?

Constantemente temos ouvido o apresentador Pedro Bial chamar os participantes do Big Btother Brasil de HERÓIS. Mas, fica o questionamento: "O que são heróis?" Na minha infância heróis eram personagens de histórias em quadrinhos ou de programas de TV que, de alguma forma salvavam o mundo das forças malignas. Os meus preferidos eram o Jaspion, os Super Gêmeos, o He-Man, entre outros muito conhecidos das pessoas que passaram sua infância e adolescência na década de 1990.
http://seriesedesenhos.com/br2/index.php?option=com_content&view=article&id=2562:qjaspion-1985q&catid=84:series-1950-a-2009&Itemid=68

 Na escola aprendemos que heróis eram homens e mulheres que, de alguma forma contribuíram para a melhoria da vida de uma determinada população como: Martin Luther King, Princesa Izabel, etc. Na igreja aprendi que heróis foram homens e mulheres que ajudaram a população a encontrar a salvação junto a Deus, como: o rei Davi, Ester, Ana, Paulo, Pedro, etc.
http://girouniversal.wordpress.com/2010/04/08/5-gigantes-que-o-rei-davi-teve-que-enfrentar-%E2%80%93-parte-ii/

Mas, aí me pergunto: "O que os participantes do BBB fazem para ajudar as pessoas?" Eles passam três meses expondo o melhor e o pior de suas personalidades e, o apresedntador do programa os chama de heróis. Se não bastasse isso, nossas crianças (que neste hoerário já deveriam estar na cama) assistem a esta programação e acreditam que estas pessoas são os seus heróis.
Pensando nisso, fui buscar no dicionário o significado da palavra herói:

herói
he.rói
sm (lat heros, do gr héros) 1 Mit gr Denominação dada aos descendentes de divindades e seres humanos da era pré-homérica (semideuses). 2 ant gr Homem elevado a semideus após a morte, por seus serviços relevantes à humanidade. 3 Homem que se distingue por coragem extraordinária na guerra ou diante de outro qualquer perigo. 4 Homem que suporta exemplarmente um destino incomum, como, p ex, um extremo infortúnio ou sofrimento, ou que arrisca sua vida abnegadamente pelo seu dever ou pelo próximo. 5 Personagem preeminente ou central que, por sua parte admirável em uma ação ou evento notável, é considerada um modelo de nobreza. 6 Personagem masculina principal de um drama, poema ou romance. 7 O protagonista de qualquer aventura histórica ou drama real. 8 Pessoa em honra de quem se faz uma solenidade, uma reunião: O herói da festa. 9 Indivíduo que, em determinado momento, atrai a atenção pública: O primeiro astronauta tornou-se o herói do momento. col: falange, legião. 10 pop O que, por qualquer motivo, se distingue ou sobressai. 11 pej Indivíduo que se torna saliente por escândalos e atos menos dignos. fem: heroína. H. de romance: sujeito sem o senso prático da vida real e por isso mesmo dado a fantasias e utopias romanescas. H. do teatro: sujeito que, sem comprovar com fatos, apregoa exageradamente o seu heroísmo.

Ao ler esta explicação, do dicionário online Michaelis (referência do site acima), me chamou a atenção a parte que fiz questão de sublinhar: pej Indivíduo que se torna saliente por escândalos e atos menos dignos. Após ler este trecho cheguei a conclusão de que os participantes do programa da rede globo podem sim ser considerados heróis, porém se faz necessário apresentar às nossas crianças que, nem sempre as palavras que ouvimos são ditas pensando no significado que já conhecemos. Assim, posso dizer que concordo com Pedro Bial ao falar dos heróis do BBB.
Mas, mesmo assim, gostaria de ressaltar outro significado da palavra herói, significado este no item quatro da descrição acima: "Homem que suporta exemplarmente um destino incomum(...)" e, por isso quero compartilhar com vocês a imagem que copiei do facebook de uma amiga:



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mitos e verdades sobre a inclusão de Portadores de Necessidades Educativas Especiais (PNE)

Não é de hoje que o assunto INCLUSÃO está presente em nossas discussões a respeito da educação. Algumas prefeituras possuem programas interessantes e, muito bem formulados para a efetiva inclusão das crianças e adultos, dando-lhes total acesso à educação básica numa tentativa de garantir a permanência do aluno na escola e uma boa qualidade de ensino para o mesmo. Mas, também é fato, que muitos professores não se sentem confortáveis com a presença de alunos de inclusão e, alegam não saber COMO LIDAR com tal SITUAÇÃO.
Precisamos levar em consideração que a formação de docentes ainda é deficitária com relação ao assunto que, nos cursos de magistério e pedagogia fazem parte do currículo porém, são abordados de forma superficial. Já nas licenciaturas específicas, os assuntos relacionados à inclusão de portadores de necessidades especiais não são nem citadas pelos professores, quanto mais abordadas como tema de estudo. Assim, a maioria dos professores chega às nossas escolas mal preparado e, acaba por não dar a atenção necessária àquele aluno PNE ou, dá tanta atenção à ele, que esquece de avançar nos conteúdos com o restante da turma.
Portanto, se faz necessário que o governo promova cursos de capacitação e que nossas universidades passem a abordar as práticas inclusivas durante a formação de docentes, sejam eles de educação infantil ou ensino médio. E, também se faz necessário que nós, professores, tenhamos a sensibilidade de buscar informações que possam nos auxiliar no trabalho com crianças de inclusão.

Todas estas questões, me vieram a mente após uma conversa na tarde hoje. Os professores aprovados recentemente no concurso da Prefeitura Municipal de Curitiba estavam reunidos para o curso de integração funcional e, o assunto de hoje era Educação Especial, promovida pela CANE. Então, resolvi pesquisar sobre o assunto, uma vez que também não compreendo muito bem esta prática e, encontrei uma reportagem da revista SENTIDOS, na reportagem a revista traz 50 mitos e verdades sobre a inclusão de deficientes, não só nas escolas mas, na sociedade como um todo. Vale a pena conferir (as imagens, com excessão da capa da revista, não fazem parte da reportagem):


50 Mitos e verdade

Conhecer quais são seus direitos é a melhor forma de poder usufruir deles e cobrar da sociedade a melhora de uma questão que ainda é precária: a da inclusão


"As pessoas com deficiência possuem os mesmos direitos que qualquer outro cidadão", diz Marco Antônio Pellegrini, Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. O que se observa, porém, especialmente em uma sociedade que ainda dá os primeiros passos a caminho da inclusão, é que nem sempre esse segmento é tratado com a igualdade que tem por direito. E é por conta disso que foram criadas algumas leis e decretos exclusivos. Confira a seguir uma seleção de 50 questões importantes sobre os direitos e deveres da pessoa com deficiência.

Educação
1
Sou professora e gostaria de transcrever obras de grandes autores para o braille, para o uso dos meus alunos, mas não posso por causa dos direitos autorais.
MITO O artigo 46 da Lei Federal nº 9.610/98 esclarece que não constitui ofensa aos direitos autorais a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas para uso exclusivo de cegos, sempre que seja feita em braille ou qualquer outro suporte para esses destinatários, e sem fins comerciais, incluindo o formato de audiolivro.
http://editorabelasletras.blogspot.com/2012/01/sistema-braile-e-ferramenta-para.html
2 Preciso de material adaptado para realizar as provas na faculdade e a instituição de ensino deve fornecer.
VERDADE O artigo 27 do Decreto Federal nº 3.298/99, que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência, determina que as instituições de ensino superior ofereçam adaptações de provas e os apoios necessários, quando solicitados previamente pelo aluno. O que se aplica também aos processos seletivos de cursos universitários, nos quais, de acordo com as características da deficiência, podese requerer tempo adicional para realização dos exames.

3 Estou internado em um hospital por complicações da minha deficiência e devo interromper a formação escolar.
MITO Caso o período de internação seja igual ou superior a um ano, o Decreto Federal nº 3.298/99 prevê o oferecimento obrigatório de serviços de educação especial ao educando com deficiência em unidades hospitalares ou congêneres nas quais esteja internado. Informese na escola ou secretaria de educação de seu município como solicitar estes serviços.
http://pedagogia-reconstruindoaeducao.blogspot.com/2009/10/pedagogia-hospitalar.html


4 O governo prefere que cri anças com deficiência estudem em colégios especiais.
MITO A Lei Federal nº 9.394/96, que estabeleceu as Diretrizes e Bases da Educação, prevê a educação de forma a incluílas na rede regular de ensino. Os artigos de 58 a 60 determinam que essas escolas devam ter serviços de apoio especializado para atender às necessidades, como currículos, métodos, técnicas, recursos educativos, organização e terminalidades específicas.
5 Todas as escolas devem ter professores que conheçam Libras.
VERDADE O governo instituiu, em 2005, a inclusão da Libras como disciplina obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino públicas e privadas. Pedagogia e todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, além do curso de Educação Especial, estão sujeitos à mesma regra.
http://cursodelibrasextensao.blogspot.com/2009_04_01_archive.html
6 Escolas públicas e particulares não podem se recusar a aceitar alunos com deficiência.
VERDADE A lei nº 7.853 garante em seu artigo 2º a matrícula compulsória em cursos regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas com deficiência capazes de se integrar ao sistema regular de ensino. Portanto, as que se recusem a receber estes alunos, incorrem em crime, possibilitando a instauração de um inquérito policial. É possível também promover uma ação judicial contra a escola, para assegurar o ingresso.
7 Meu filho com deficiência visual não pode compreender histórias infantis quando lê livros.
MITO É fundamental que todas as crianças e adultos com deficiência visual aprendam o braille, para sua independência e integração. Livros infantis adaptados a esta linguagem permitem que as crianças conheçam os clássicos como todos os companheiros da mesma idade.
8 Não existem cursos de idiomas adaptados para as necessidades das pessoas com deficiência.
MITO
Apostilas ampliadas para alunos com baixa visão, computadores com o software de voz Virtual Vision para os cegos, aparelhos como a ponteira ou a colmeia (placa de acrílico que facilita o uso do teclado) são alguns dos recursos disponíveis às escolas de idiomas. Um bom exemplo da aplicação desses métodos é o Instituto Open Door, em São Paulo, onde os cursos são gratuitos e voltados para pessoas de baixa renda.
9 A pessoa com deficiência não tem direito de concorrer a uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (PROUNI).
MITO O programa possui várias condições para que os candidatos possam concorrer e uma delas, justamente, é ser uma pessoa com deficiência. Ter renda familiar de até três salários mínimos por pessoa, além de ter cursado o ensino médio em escola de rede pública ou privada com bolsa integral da instituição, e prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)' são outros requisitos.
10 Tenho deficiência visual. Posso pedir que a minha escola consiga os mesmos livros de meus colegas, em braille.
VERDADE Para uma boa adaptação é primordial que o cego tenha acesso aos mesmos materiais dos colegas. Mas não é por ser regra que de fato acontece. Quando a escola não fornece os livros, o aluno pode procurar o Centro de Apoio Pedagógico (CAP), entidades assistenciais e, se necessário, o Ministério Público.
11 Alunos com deficiência vi sual podem utilizar o soroban em exames que envolvam cálculos matemáticos.
VERDADE O Ministério da Educação, reconhecendo a necessidade, permite o seu uso nos exames que envolvam cálculos, pela portaria nº 1.010, publicada pelo Ministério da Educação em maio de 2006. Soroban é o nome dado ao ábaco japonês, um instrumento com pequenas contas dispostas em fileiras, recurso muito útil às pessoas com deficiência visual.

http://www.moodle.ufba.br/course/view.php?id=8853
A reportagem, como eu já havia dito antes, traz 50 mitos e verdade sobre inclusão, porém, só listei aqui os 10 que falam sobre a educação, pois este é o foco do blog. No site é possível ler a reportagem na íntegra. O site da resvista SENTIDOS é: