segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Plano anual de Língua Portuguesa - III etapa ciclo I


OBJETIVOS

CONTEÚDOS - ORALIDADE

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Desenvolver a habilidade da expressão oral.



1-Articulação correta das palavras. -
Articula corretamente todos os fonemas?
Ao contar histórias e/ou acontecimentos, pronuncia as palavras e frases com adequação de ritmo, entonação e intensidade de voz?

Comunicar-se com clareza e objetividade em diferentes situações comunicativas do seu cotidiano.

Expressar sentimentos, opiniões e experiências pessoais em diversas situações comunicativas.


2-Exposição de idéias com clareza e objetividade em diferentes situações de uso de linguagem oral (experiências pessoais, brincadeiras,  acontecimentos, eventos, notícias, entrevistas, etc.).
Expressa-se oralmente, procurando adequar o discurso e a postura `a situação comunicativa?
Elabora perguntas e respostas relacionadas ao assunto tratado?
Relata acontecimentos vivenciados ou imaginados, seguindo uma seqüência lógica de fatos?
Reconta, com riqueza de detalhes, os fatos de histórias lidas ou  ouvidas, organizando as idéias,de acordo com  a  seqüência lógica?
Desenvolver a capacidade de concentrar-se, de ouvir, de imaginar e de apreciar um texto lido e/ou uma história contada.

Participar de situações de intercâmbio oral, respeitando e escutando a fala do outro.

3-Atenção concentrada em diferentes situações.
 Ouve, com atenção, textos de diferentes gêneros?
Respeita os momentos de falar e de ouvir?
Respeita as variedades lingüísticas faladas?
Desenvolver a habilidade de emitir opiniões e/ou realizar inferências sobre um assunto tratado.
4- Produções coletivas.
Participa de elaboração de textos, contribuindo com idéias pertinentes?
Compreender que existem outras formas de linguagem para comunicar-se com o mundo.
Perceber a intenção comunicativa de outras formas de linguagem.

5-Linguagens verbais e não-verbais ( mímica, gestos, modelagem, dramatização, desenho, pintura) .

Transpõe enunciados orais para outras formas de expressão (gestual, sonora, entre outras) ?

Utilizar argumentos coerentes em suas exposições orais em sala de aula.

6- Consistência argumentativa.
Utiliza-se de argumentos coerentes para defender seu ponto de vista?
Respeita diferentes opiniões que surgem nos debates?

Empregar corretamente a concordância verbal e nominal ao expressar-se oralmente.

7- Concordância verbal e nominal.


Utiliza-se da concordância verbal e nominal, ao expor suas idéias oralmente?

Compreender e transmitir oralmente, informações estudadas, sem omitir informações importantes.


8- Compreensão de enunciados orais.
Compreende informações a partir de um texto oral?
Expõe oralmente temas estudados, avisos, instruções e recados?

 Utilizar adequadamente novas palavras ampliando seu vocabulário.

9-Ampliação e adequação   vocabular..
Incorpora novas palavras ao seu vocabulário, utilizando-as adequadamente?
Compreender a diferença entre palavras, sílabas e letras.
10- Diferenças sonoras entre palavras, sílabas e letras.
Identifica semelhanças e diferenças sonoras entre palavras, sílabas e letras?
Organizar as idéias seguindo a seqüência lógica dos fatos.

Narrar experiências pessoais, brincadeiras, acontecimentos, eventos, conteúdos de textos literários ou informativos, filmes, entrevistas e outros, de forma clara e ordenada.

11- Narração de forma clara e ordenada de experiências pessoais, brincadeiras, acontecimentos, eventos, conteúdos de textos (literários ou informativos), filmes, entrevistas outros.
Relata, detalhadamente, acontecimentos vivenciados ou imaginados, seguindo uma seqüência lógica de fatos?
Reconta, com riquezas de detalhes, os fatos de histórias lidas ou  ouvidas, organizando as idéias, de acordo com a seqüência lógica?

Observar e descrever personagens, cenários  objetos, fotos, paisagens, pessoas e locais visitados.

12- Descrição de personagens, cenários, objetos, fotos, pessoas, locais visitados, etc.
Descreve com riquezas de detalhes  características  de personagens, pessoas, objetos ou lugares das histórias ouvidas, situações do cotidiano ou veiculadas nas diferentes mídias.
Descreve, com detalhes, desenhos, pinturas, fotografias e locais visitados demonstrando compreensão global?

Identificar os sons iniciais e/ou finais das palavras.
13- Identificação de sons iniciais e finais (rimas e aliterações).
Utiliza-se de relações sonoras para criar outras, como a rima?
                                  
 OBJETIVOS

CONTEÚDOS - LEITURA

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Compreender a organização alfabético-silábica e as diferentes relações fonema/grafema presentes no sistema.  
Reconhecer e nomear as letras do alfabeto.
Conhecer a ordem alfabética e suas possibilidades de uso.
Diferenciar escrita de desenho.
Diferenciar letra e outros sinais gráficos.
Identificar semelhanças e diferenças sonoras nas palavras.

01- Idéia de representação.
02-Escrita como sistema de representação.
03-Alfabeto como conjunto de símbolos convencionais da escrita.
04-Relação fonema/grafema.
05-Discriminação da sílaba tônica.

Identificas e nomeia todas as letras do alfabeto?
Identifica letras em diferentes tipos?
Reconhece que algumas letras podem representar diferentes sons?
 Reconhece  que um som pode ser representado por diferentes letras?
Discrimina  a sílaba tônica de palavras  ouvidas e lidas?

Estabelecer relação entre o desenho e a escrita.
Identificar símbolos encontrados no seu cotidiano.
Reconhecer alguns símbolos identificando os lugares em que geralmente são encontrados e refletindo sobre seus significados e suas funções.
06- Leitura em diferentes materiais (crachás, rótulos, placas, símbolos, ícones).
07-Leitura de palavras de seu cotidiano
08-Leitura de palavras com diferentes padrões silábicos.

Lê palavras discriminando todos os padrões silábicos?


Realizar leitura  de  frases e textos, com entendimento.



09Leitura de frases e textos.
10-Intertextualidade.
.
 Estabelece relações entre textos lidos, com auxílio do professor?
Identifica o assunto de um texto lido ou ouvido?
Estabelece relações entre textos lidos e os conhecimentos prévios?

Identificar as idéias explícitas no texto lido.

Estabelecer semelhanças e diferenças entre textos lidos (intertextualidade).





11-Leitura e interpretação de texto lido (linhas e entrelinhas).
Lê com fluência, ritmo e entonação, textos de diversos gêneros?
Compreende a idéia central do texto?
Estabelece relações entre textos lidos e os conhecimentos prévios, com auxílio do professor?
Identifica informações explícitas no texto?
Identifica, no texto, informações implícitas, com auxílio do professor?
Estabelece e confirma hipóteses relativas ao conteúdo do texto?

Elaborar hipóteses sobre o conteúdo de uma história, a partir do título, da capa do livro e/ou ilustração.

12-Antecipação da leitura (gênero/estrutura/suporte).
Antecipa o assunto do texto com base em título, subtítulo, imagens e/ou  suporte textual?

Ler textos (verbais e não verbais) em diferentes gêneros textuais, atribuindo-lhes significação, reconhecendo a intencionalidade e o processo de interlocução.

Comparar diferentes tipos de textos e suportes para perceber as diferentes funções que a escrita desempenha na vida social: sinais de trânsito, lista de alunos, rótulos, calendários, agendas, livros, etc.
13- Texto de correspondência (bilhetes, recados, convites, cartões, cartas pessoais e avisos).
14- Textos do cotidiano (listas, calendário, cadastros, placas, agendas, contas de luz, água, telefone  e cronogramas).
15- Documentos (Certidão de nascimento, carteira de identidade).
16-Textos instrucionais (receitas, mapas, roteiros, normas e manuais).
17- Textos científicos (fichas técnicas e relatórios  de observação).
18-Textos jornalísticos (slogans,, anúncios ,classificados, entrevistas, notícias   e textos de opinião ).
19-Textos humorísticos (tiras e anedotas)

Lê textos em letra de imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula?
Estabelece e confirma hipóteses relativas ao conteúdo do texto?
Identifica características dos suportes textuais de uso mais freqüentes?
Identifica a finalidade de um texto pelo reconhecimento do suporte, do gênero e das características gráficas?
Utiliza a ordem do alfabeto para fazer  consultas( até a 3ª letra das palavras) em diferentes suportes de pesquisa?

 Desenvolver o interesse e o prazer pela leitura de textos literários (poéticos, narrativos, cultura popular  e outros) .
Identificar recursos poéticos: rimas e metáforas, e analisar efeitos de sentido resultantes deles.
Ler com compreensão textos de diferentes categorias textuais.
Reconhecer a leitura fruição (prazer) do texto literário.
Observar os elementos que compõem uma história em livro infantil (título, autor, editor, ilustrador, texto verbal, imagens).
Identificar  características das linguagem próprias do gênero.
Produzir histórias orais para sequência de imagens (livros sem texto verbal, tiras).
Identificar e relacionar informações oferecidas por recursos gráficos ( desenhos) .
Ilustrar pequenos textos lidos evidenciando a idéia principal.
Entender a função de legenda, localizando informações que permitam identificar  situações de uso desse tipo de texto ( mapas com previsão de tempo ) .
Criar legenda para símbolos, tendo em vista a compreensão do leitor.

20-Textos literários:

·         POÉTICOS –

Poemas, poemas concretos, letras de música,haicais).

·         NARRATIVOS:

Biografias e autobiografias
Contos, lendas  e fábulas
Narrativas ficcionais
Quadrinhos

·         CULTURA POPULAR:

Trava-línguas, parlendas, quadrinhas, cantigas e adivinhas.

·         TEXTOS  NÃO-VERBAIS

Fotos e Desenhos

Pinturas ,imagens  e mapas.

Participa ativamente de situações de leitura, principalmente de livros literários, como fonte de prazer, fruição e entretenimento?




PRODUÇÃO DE TEXTO - OBJETIVOS

CONTEÚDOS

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Utilizar o sistema gráfico da língua materna, de forma adequada, em textos escritos, demonstrando compreender a organização alfabético-silábica e as diferentes relações fonema/grafema presentes no sistema.

Compreender que na Língua Portuguesa a direção da escrita acontece da esquerda para a direita.

1-Função social da escrita.
2-Idéia de representação.
3-Escrita como sistema de representação.
4-História da escrita
5-Alfabeto como conjunto de símbolos convencionais da escrita.
6-Relação fonema/grafema.
7-Representação da escrita por meio de desenhos.
8-Uso das letras minúsculas e minúsculas
9-Direção da escrita.
10-Alfabeto como critério de organização.
Escreve utilizando a letra de imprensa maiúscula e a letra cursiva?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula nos substantivos próprios?
Escreve utilizando a letra de imprensa maiúscula e letra cursiva?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula no início de frases?
Utiliza o alfabeto como critério de organização, considerando até a terceira letra das palavras?

Utilizar adequadamente os símbolos próprios da escrita, respeitando as convenções ortográficas, na escrita do seu nome, no dos colegas e outros.

Escrita do nome completo.

Escrita do nome dos colegas, da professora, familiares, escola e outros do seu cotidiano.
Escreve o nome próprio completo corretamente?
Escreve nomes dos colegas, da escola, da professora, de familiares, da cidade e de outros de uso freqüente?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula nos substantivos próprios?

Produzir frases relacionadas aos temas trabalhados, respeitando as convenções ortográficas e gramaticais do sistema da linguagem escrita.


Escrita de frases relacionadas aos temas trabalhados.

Escrita espontânea (nomes, bilhetes, cartões, etc.).
Escreve utilizando a letra de imprensa maiúscula e letra cursiva?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula no início de frases?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula nos substantivos próprios?
Escreve adequadamente palavras que possuam regularidades contextuais?
Escreve adequadamente as palavras de uso mais frequente que apresentam irregularidades ortográficas?
Considerar o interlocutor e a situação em suas produções, respeitando as várias possibilidades estruturais dos gêneros trabalhados.
Organizar suas idéias seguindo uma seqüência lógica do acontecimento  ou fato.

Produzir textos (palavras, frases) coesos e coerentes, com os conhecimentos de organização sintático-morfológica da linguagem.

Fazer uso dos elementos de apresentação considerando o gênero textual abordado.

Utilizar as características do discurso direto em suas produções escritas

Compreende que a legibilidade (traçado de letra) facilita a leitura de um texto escrito.

Perceber que o espaço na escrita é significativo e que seu uso melhora o entendimento do que está sendo escrito e/ou lido.

Compreender a utilização dos numerais em suas produções.

Escrita de  textos.
Ampliação de frases acrescentando informações complementares à sua estrutura.
Seqüência lógica.

Unidade temática.

Unidade estrutural.

Argumentação

Elementos de apresentação (título, vocativo, data, autor).

Paragrafação.

Discurso direto (diálogo) e discurso indireto

Legibilidade

Espaçamento entre as palavras (Segmentação).

Uso dos numerais cardinais (de 0 até 999), ordinais, multiplicativos e fracionários em suas produções.
Utiliza os símbolos próprios da escrita na elaboração de textos?
Elabora textos, considerando a estrutura e cada gênero textual?
Utiliza adequadamente a letra maiúscula no início de frases?
Utiliza os dois pontos para introduzir a fala de um personagem?
Utiliza o travessão para marcar o discurso direto no diálogo?
Utiliza a paragrafação para marcar a fala dos personagens?
Nas produções textuais de caráter argumentativo, expõe sua opinião e defende seu ponto de vista, coerentemente?
Elabora textos comunidade temática?
Elabora textos considerando a estrutura de cada gênero textual?
Utiliza os elementos de apresentação  pertinentes a cada gênero textual?
Utiliza a paragrafação para separar as idéias?
Apresenta legibilidade em suas produções textuais?
Segmenta corretamente as palavras quando é preciso fazer a translineação em suas produções textuais?
Utiliza adequadamente os numerais cardinais ( de 0 a 999), ordinais, multiplicativos e fracionários em suas produções?
.
Reconhecer a necessidade de acentuar suas produções escritas percebendo a relação direta entre os recursos de acentuação e a oralidade.

Sinais de acentuação (grave, agudo, circunflexo).
Sinais gráficos (til, cedilha)
Acentua corretamente as palavras de uso frequente?
Utiliza os sinais gráficos( til , cedilha  e hífen ?

Reconhecer a necessidade de pontuar suas produções escritas percebendo a relação direta entre os recursos de pontuação e a oralidade.

        Sinais de pontuação (ponto - final, ponto-de-interrogação, dois pontos, ponto-de-exclamação, vírgula)

Utiliza o ponto final?
Utiliza o ponto de interrogação?
Utiliza o ponto de exclamação?
Utiliza ao dois pontos ( : ) para introduzir a fala de um personagem?
Utiliza a vírgula para  separar itens de listas e compras?

Compreender que a concordância verbal deve acontecer diariamente, nas rodas de conversa, na leitura e na produção de textos.

Concordância verbal
Emprega em suas produções a concordância verbal?
Emprega adequadamente os verbos irregulares de uso mais frequente no presente, no pretérito e no futuro do indicativo?
Utiliza o verbo SER  no presente, no pretérito e no futuro do indicativo?
Compreender a organização das estruturas das palavras e suas variações (gênero, número e grau) organizando no texto, as palavras com as devidas concordâncias.

Concordância nominal (número, gênero e grau).
Utiliza concordância nominal (artigos, pronomes, adjetivos e numerais) com os termos a que se referem?
Fazer uso dos elementos coesivos (pronomes, sinônimos), com a maior adequação possível, mantendo clareza e coerência na veiculação escrita de suas idéias.

Elementos coesivos (pronomes, sinônimos).

Utiliza pronomes e sinônimos e algumas conjunções  como elementos coesivos?


Compreender a necessidade de  adequar os aspectos discursivos e gramaticais no seu texto escrito.

Reescrita de textos.

Reescreve textos  adequando-os em seus aspectos discursivos e gramaticais?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mensagem ao telefone

Hoje recebi um e-mail muito interessante. Deixo aqui meu agradecimento à amiga Eliane Miranda, pelo texto engraçado e ao mesmo tempo reflexivo. O texto segue abaixo:
MENSAGEM TELEFÔNICA CRIATIVA DE UMA ESCOLA

Esta é a mensagem que os professores de uma escola decidiram
gravar na secretária eletrônica.
A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa
e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados, mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares. 
Local da imagem: http://girlswhodreamsz.blogspot.com/2011/07/sua-chamada-esta-sendo-encaminhada-para.html

 
Eis a mensagem gravada: - Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1
- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3
- Para insultar os professores - tecle 4
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho, ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7
- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0
- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Educação Sexual

A presença de manifestações e desejos sexuais em crianças, desde a pequena infância, foi uma das mais importantes polêmicas levantadas por Sigmund Freud, o pai da psicnálise, há quase um século. Imaginem o escândalo dessa tese para a sociedade da época! A partir dali os estudos sobre o tema não pararam, e hoje em dia, a educação sexual ocupa espaços em muitas escolas e em muitas famílias.

A identidade sexual da criança

Educação sexual das crianças
O desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, quando os bebês são seguros e acariciados. Isso é necessário e natural que ocorra. Não se deve privar o bebê de contatos corporais. É necessário conhecer a criança como um ser sexuado, em relação consigo mesma e com as outras, para que se construa uma identidade sexual própria e positiva, sem maldades. A sexualidade infantil é uma das portas pela qual a criança desenvolve sua personalidade e suas relações com a afetividade.
Esse assunto é polêmico, mas necessário ser tocado, porque vemos, no mundo de hoje o aparecimento assustador de pedófilos por toda rede e queremos deixar bem claro que a sexualidade na primeira infância trata-se de descobertas da criança, um ser puro e inocente. Não tem nada a ver com sexo erotizado.
A sexualidade é uma coisa natural nos seres humanos, uma função como tantas outras, como comer, caminhar, ler, estudar, etc. E como tal, deve ser um tema a ser tratado com naturalidade, carinho, honestidade, e tendo seu próprio espaço dentro do processo educacional da criança.

Educação sexual e os pais

Os caminhos que levam ao conhecimento do próprio corpo, de suas sensações, etc., nem sempre são os mais adequados para as crianças. Hoje em dia, as interferências neste processo de aprendizagem, fazem com que a criança esteja, cada vez mais cedo, exposta a manifestações severas, e em muitos casos imcompreensíveis, da sexualidade. O culto à beleza, ao físico e à sedução, nos meios de comunicação, não distinguem a idade do seu público.
Existe um abuso das manifestações sexuais, na qual as crianças estão indiscriminadamente expostas. Os conteúdos sexuais podem acelerar as manifestações das crianças no tema da sexualidade, considerando que elas aprendem o que vêem fazendo a seus pais, da televisão, outdoors, de baladas e roupas eróticas que estão na moda, etc. As más influências dão noções equivocadas e prejudiciais à criança.
De maneira geral, a única que pode evitar essas más influências é a família. São os adultos, os pais, que devem exercer o papel de filtro das informações. É necessário criar e manter um canal aberto de comunicação com os filhos, espaços de discussão e de intervenção sobre o que é correto e o que não é, isso relacionado a todos os assuntos, mas em especial à sexualidade.
É conveniente vigiar de muito perto o meio e as atividades da criança, para orientá-la quando for necessário. Na medida do possível, não se deve perder nenhuma oportunidade para iniciar uma conversa sobre suas dúvidas, interesses, etc. Melhor aprenderem em casa, de uma maneira natural e segura, do que aprender na rua, através de colegas ou pessoas maiores, com intenções deturpadas também. A sexualidade deve ser assunto nas escolas, de acordo com cada idade.

Uma boa dica para auxiliar na árdua tarefa de explicar para as crianças de que maneira ela foi parar na barriga da mamãe, é o livro "Mamãe botou um ovo" da Babette Cole, editado e distribuido pela Atica.

O livro tem um preço relativamente alto. Custa em torno de R$55,50. Mas, eu encontrei no site www.youtube.com/ a versão online.




domingo, 19 de fevereiro de 2012

História do Carnaval (Por Monique Cardoso)


Das festas populares do Brasil, o Carnaval é, sem dúvidas, a mais grandiosa delas e uma das poucas manifestações folclóricas que ainda sobrevivem e conseguem envolver o grande público. A história do Carnaval começa há mais de 4 mil anos antes de Cristo, com festas promovidas no antigo Egito, como as festas de culto a Ísis. Eram principalmente eventos relacionadas a acontecimentos religiosos e rituais agrários, na época da colheita de grandes safras. Desde essa época as pessoas já pintavam os rostos, dançavam e bebiam. Há também indícios que o Carnaval tem origem em festas pagãs e rituais de orgia. Em Roma, as raízes deste acontecimento estão ligadas a danças em homenagem ao Deus Pã e Baco, eram as chamadas Lupercais e Bacanais ou Dionísicas.
Com o advento da Era Cristã, a Igreja começou a tentar conter os excessos do povo nestas festas pagãs. Uma solução foi a inclusão do período momesco no calendário religioso. Antecedendo a Quaresma, o Carnaval ficou sendo uma festa que termina em penitência na quarta feira de cinzas. Os cristãos costumavam iniciar as comemorações do Carnaval na época de Natal, Ano Novo e festa de Reis. Mas estas se acentuavam no período que antecedia a Terça-feira Gorda, chamada assim porque era o último dia em que os cristãos comiam carne antes do jejum da quaresma, no qual também havia, tradicionalmente, a abstinência de sexo e até mesmo das diversões, como circo, teatro ou festas.
No Corso, os carros abertos desfilavam nas principais ruas das grandes cidades
De acordo com o calendário gregoriano, utilizado oficialmente na maior parte do mundo, o Carnaval é uma festa móvel porque é indicado pelo domingo de Páscoa, também uma data comemorativa móvel para que não coincida com a páscoa dos judeus. Para saber em que dia cairá as duas festas, determina-se primeiro o equinócio da Primavera (no Brasil é Outono). Não se pode esquecer que o calendário segue as estações do ano de acordo com o hemisfério norte, onde foi criado. O primeiro domingo após a lua cheia posterior ao equinócio da primavera é o domingo de Páscoa. Face a essa regra, o domingo de carnaval cairá sempre no 7º domingo que antecede à Páscoa. A quaresma tem início na quarta feira de cinzas e como o próprio nome diz, tem duração de 40 dias.
Em 1938, as grandes sociedades, ainda famosas, desfilavam com carros alegóricos
Na Idade Média, predominavam nos festejos de Carnaval os jogos e disfarces. Em Roma havia corridas de cavalos, desfiles de carros alegóricos e divertimentos inocentes como a briga de confetes pelas ruas. O baile de máscaras foi introduzido pelo papa Paulo II, no século XV, mas ganhou força e tradição no século seguinte, por causa do sucesso da Commedia dell'Arte. As mais famosas máscaras são as confeccionadas em Veneza e Florença, muito utilizadas pelas damas da nobreza no século XVIII como símbolo máximo da sedução.
Ala de baianas numa primitiva escola de samba aguardando o desfile, em 1931
Datam dessa época três grandes personagens do Carnaval. A Colombina, o Pierrô e o Arlequim tem origem na Comédia Italiana, companhia de atores que se instalou na França pra difundir a Commedia dell'Arte. O Pierrô é uma figura ingênua, sentimental e romântica. É apaixonado pela Colombina, que era uma caricatura das antigas criadas de quarto, sedutoras e volúveis. Mas ela é a amante de Arlequim, rival do Pierrô, que representa o palhaço farsante e cômico.

O Rancho Flor de Abacate, vencedor do carnaval carioca de 1932
Na Europa um dos principais rituais de Carnaval foi o Entrudo. A palavra vem do latim e significa início, começo, a abertura da Quaresma. Existe desde 590 d.C., quando o carnaval cristão foi oficializado. O povo comemorava comendo e bebendo para compensar o jejum. Mas, aos poucos, o ritual foi se tornando bruto e grosseiro e o máximo de sua violência e falta de respeito aconteceu em Portugal, nos séculos XVII e XVIII. Homens e mulheres atiravam água suja e ovos das janelas dos velhos sobrados e balcões. Nas ruas havia guerra de laranjas podres e restos de comida e se cometia todo tipo de abusos e atrocidades.
O Carnaval no Brasil
Por causa das atuais maneiras de se brincar o Carnaval. muita gente pensa que esta festa tem origem na cultura trazida pelos escravos. Mas, ao contrário disso, o carnaval brasileiro se origina no entrudo português e aqui chegou com as primeiras caravelas da colonização. Recebeu também muitas influências das mascaradas italianas e somente no século XX é que recebeu elementos africanos, considerados fundamentais para seu desenvolvimento. Com essa mistura de costumes e tradições tão diferentes, o Carnaval do Brasil é um dos mais famosos do mundo e, todos os anos, atrai milhares de turistas dos cinco continentes.
Mais precisamente, o entrudo desembarcou no Brasil em 1641, na cidade do Rio de Janeiro. Assim como em Portugal, era uma festa cheia de inconveniências da qual participavam tanto os escravos quanto as famílias brancas. Após insistentes intervenções e advertências da Igreja Católica, os banhos de água suja foram sendo substituídos por limões de cheiro, esferas de cera com água perfumada ou água de rosas e bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Esses frascos deram origem ao lança-perfume, bisnaga ou vidro de éter perfumado de origem francesa. Criado em 1885, chegou ao Brasil nos primeiros anos do século XX. Também substituindo as grosserias, vieram então as batalhas de flores e os desfiles em carros alegóricos, de origem européia.
Uma das figuras mais marcantes da festa é a do Rei Momo, inspirada nos bufos, atores portugueses que costumavam representar comédias teatrais para divertir os nobres. Há também o Zé Pereira, tocador de bumbo que apareceu em 1846 e revolucionou o carnaval carioca. Tem origem portuguesa e, tendo sido esquecido no começo do século XX, deixou como sucessores os ritimistas que acompanhavam os blocos dos sujos tocando cuíca, pandeiro, reco-reco e outros instrumentos.
As máscaras e fantasias começaram a ser difundidas aqui ainda na primeira metade do século XIX. O primeiro baile de máscaras do Brasil foi realizado pelo Hotel Itália, no Largo do Rocio, RJ. A idéia logo virou um hábito e contagiou a cidade. Mas, apesar de ser uma maneira sadia e alegre de se brincar o carnaval, contribuiu para marcar as já gritantes diferenças sociais que aqui sempre existiram. O carnaval dos salões veio para agradar a elite e a classe emergente do país, o povo ficava do lado de fora, nas festas de rua ao ar livre. E mesmo com o grande sucesso dos bailes de salão, foi na esfera popular que o carnaval adquiriu formas genuinamente autênticas e brasileiras.
Um dos itens mais importantes do carnaval brasileiro também obedece à evolução histórica. Na falta de um gênero próprio de música carnavalesca, inicialmente as brincadeiras eram acompanhadas pela Polca. Depois o ritmo passou a ser ditado pelas quadrilhas, valsas, tangos, charleston e maxixe, sempre em versão instrumental. Somente em 1880 as versões cantadas - entoadas por coros - invadiram os bailes. A primeira música feita exclusivamente para o carnaval foi uma marchinha, "Ó abre alas", composta para o cordão Rosa de Ouro pela maestrina Chiquinha Gonzaga em 1899 e inspirada pela cadência rítmica dos ranchos e cordões. Desde então este gênero, que rapidamente caiu no gosto popular, passou a animar os carnavais cariocas. Elas sobreviveram por um longo tempo, mas foram substituídas pelo samba, que na década de 60 passou a ocupar definitivamente o lugar das velhas marchinhas populares de carnaval nas rádios, nas gravadoras de discos e na recente televisão.
A evolução do carnaval carioca
No carnaval Carioca os cortejos carnavalescos eram organizados pelas "sociedades", clubes ou agremiações que competiam entre si em desfiles de alegorias que geralmente satirizavam o governo. A primeira surgiu em 1855 e se chamava "Congresso das Sumidades Carnavalescas", tendo José de Alencar como um de seus fundadores. Depois vieram a União Veneziana e muitas outras que eram uma verdadeira coqueluche durante o Império. Uma das poucas que de fato se consolidaram foi a Democráticos. Outro importante movimento foi o dos Cordões, surgidos em 1885, que originaram os blocos e posteriormente as escolas de samba. Eram formados por negros, mulatos e pessoas humildes em geral, que saíam às ruas animando o povo ao som de instrumentos de percussão e músicas compostas especialmente para os desfiles comandados pelo apito do mestre que estava sempre à frente dos músicos. Cada Cordão era identificado por um estandarte. É a primeira manifestação de carnaval bastante influenciada pela cultura e religião africana. A religião, desta vez a católica, também deu origem ao Rancho, semelhante aos Cordões, que inicialmente desfilavam no Dia de Reis, quando as pessoas se fantasiavam de pastores e pastoras e saíam em procissão, simulando um rumo à Belém. E assim como os cordões, os ranchos tiveram de ceder espaço às escolas de samba.
O século XX chega com novidades também para o carnaval. Logo depois da inauguração da Av. Central surgiu o Corso, um desfile de caminhões e carros abertos, com ou sem decoração conduzindo famílias e grupos de foliões pelo centro da cidade. Era uma brincadeira animada entre as pessoas que estavam nos carros e as que acompanhavam a pé o cortejo, com direito à guerra de confete e serpentina. O Corso foi ficando para trás na medida em que o progresso e o trânsito iam para frente.
As famosas matinês tiveram início praticamente na mesma época do Corso, com a realização do primeiro baile infantil em 1907. Também se multiplicavam os bailes nas casas das famílias mais abastadas da cidade. Em 1909 surgiu o primeiro concurso num baile de carnaval. Somente os homens tinham direito à voto e os prêmios eram valiosas jóias. Premiava-se a melhor fantasia, a mais bela mulher e a mais criativa dança.
Surgimento das Escolas de Samba
Foi no bairro do Estácio que surgiu o ritmo que iria dar um novo tom ao Carnaval e viria, em pouco tempo, a se consagrar como uma das marcas registradas da música brasileira, o samba. Com notas mais longas e um andamento bem mais rápido que os ritmos amaxixados que o antecederam, o samba fora criado especialmente para arrebanhar as massas durantes os desfiles de um dos mais famosos blocos de carnaval, o Deixa Falar. A maior novidade estava por conta da evidente marcação que a música apresentava, graças a um novo instrumento, o surdo, criado por um dos bambas do Estácio, Alcebíades Barcelos, o Bide.
O surgimento de tantas novidades provocou uma verdadeira revolução, trazidas pelos compositores do Deixa Falar. Foi Ismael Silva o primeiro a atribuir ao bloco a expressão "escola de samba", e devido ao prestígio que gozavam, os sambistas eram chamados de professores. Há, porém, uma outra versão para o emprego da expressão "escola de samba". Bem próximo à sede do Deixa Falar, fundado em agosto de 1927, havia uma Escola Normal, formadora de professores. Como muitos sambistas de outros locais procuravam os compositores do Largo do Estácio para conhecerem as novidades do samba, estes também eram chamados "professores" e a sede do bloco, "escola de samba".
A Deixa falar foi então, a primeira escola a desfilar, no carnaval de 1929, ano em que surgiu a Estação Primeira, que até os dias de hoje reivindica para si o pioneirismo entre as escolas de samba. A primeira competição entre as escolas teve início em 1932, na Praça Onze, concurso promovido pelo jornal Mundo Sportivo, do jornalista Mário Filho. Devido à grande repercussão, o Jornal O Globo assumiu o concurso no ano seguinte. Somente em 1935 a Prefeitura do Rio tomou frente na organização do evento que é hoje, um dos maiores espetáculos do mundo.
O Carnaval da Bahia
Em Recife e Olinda o carnaval é dominado pelos imensos bonecos embalados pelo frevo
O Carnaval de Rua foi desaparecendo à medida que as Escolas de Samba ganhavam popularidade e apresentavam à público desfiles cada vez mais grandiosos. Na Bahia aconteceu exatamente o contrário. O carnaval de Salvador, a primeira capital do Brasil, evoluiu como no Rio de janeiro e em diversas outras partes do país. As iniciativas tomadas para conter os abusos do entrudo português fizeram surgir os bailes dos salões, com grande destaque para as festas à fantasia do teatro São João, o corso, os cordões e blocos diversos. O ano de 1884 é considerado um marco pelos baianos devido a organização apresentada pelas manifestações populares a partir deste ano.
No finalzinho do século XIX, por volta de 1894, 1895, surgiu o Afoxé, um tipo de grupo formado por negros que representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras. Os afoxés exibiam-se na Baixa dos Sapateiros, Taboão, Barroquinha e Pelourinho, enquanto os grandes clubes desfilavam em áreas mais nobres. O mais famoso afoxé é o "Filhos de Gandhy", criado em 1949 - ano do IV centenário da cidade - pelos estivadores do Porto de Salvador. O nome é uma homenagem ao pacifista indiano Mahatma Gandhy, assassinado um ano antes.
A maior inovação do Carnaval da Bahia porém, foi o Trio Elétrico de Dodô e Osmar, que surgiu em 1950 e representa a consagração do carnaval de rua. A primeira apresentação foi feita em cima de um Ford 1929, com guitarras elétricas e som amplificado por auto-falantes, às cinco da tarde do Domingo de carnaval. O desfile aconteceu no Centro da cidade arrastando uma verdadeira multidão. Na verdade, o nome "trio elétrico" só surgiu mesmo no ano seguinte, quando três músicos se apresentaram em cima do tal carro.
Nos anos 70 o carnaval presenciou o nascimento de grupos históricos, como os Novos Baianos e o bloco afro Ilê Aiyê, além do renascimento do Filhos de Gandhy. Era o começo do crescimento cultural do Carnaval de Salvador, que passou a enfatizar os conflitos e a protestar contra o racismo. Na década de 80, grupos como Camaleão, Eva e Olodum escreveram seus nomes na história da festa mais popular da Bahia.
Curiosidades do Carnaval no mundo
O carnaval de Veneza reúne, até hoje, os mais elegantes mascarados da Europa
A festa mais tradicional acontece, sem dúvida, na cidade de Veneza, na Itália, onde os foliões invadem as ruas e salões com luxuosas fantasias e as mais belas máscaras de carnaval. Mas em outros pontos da Europa e Américas há muito que comemorar. Com uma tradição de mais de 800 anos, o carnaval na cidade suíça da Basiléia ainda mantém as tradições seculares. Às quatro horas da madrugada da terça-feira gorda, chamados pelo sino da catedral e pelo rufar dos Schnitzelankler (tambores), os foliões mascarados invadem as ruas com lanternas coloridas cantando sátiras dos temas mais diversos, embalados pelo som de pífanos e flautas. Em Nice, na França, duzentas mil lâmpadas iluminam o desfile de carros alegóricos, liderado por aquele que leva o Rei do Carnaval. Os carros levam ainda enormes bonecos de papelão e moças ornamentadas de flores. Um tradição mantida é a queima do Rei do Carnaval em meio a um show de fogos de artifício na madrugada da quarta-feira de cinzas. Na capital, Paris, o carnaval se resume à terça-feira gorda, quando os estudantes espalham-se pelas ruas, praças e cafés. Além de cantar e dançar, eles promovem uma verdadeira guerra de ovos e farinhas, cujas maiores vítimas são os motoristas e ocupantes de automóveis, que não têm como escapar.
Na Alemanha, o carnaval mais animado acontece na cidade de Colônia. As tradições param nos desfiles de fantasias, pois a celebração maior é o encontro das pessoas nas ruas, quando os jovens tomam as cervejarias, adegas e salões de festa. Há também um cortejo de carros alegóricos onde os foliões fazem chover balas e bombons na multidão que acompanha a parada. 
Na Bélgica, os foliões mantém a tradição e vestem-se de Gilles, os bufões da Idade Média
Em Nova Orleans, nos Estados Unidos, a tradição do carnaval, que começa na segunda feira, é mantida com o desfile de barcos enfeitados no Rio Mississipi. Há um tradicional baile de máscaras e fantasias no Spanish Plaza, aberto pelo rei da festa, chamado de Rex. Na terça-feira a multidão sai em massa nas ruas para assistir às parades - desfiles de carros alegóricos - organizadas pelas sociedades carnavalescas. Na América do Sul, além do Brasil, a Bolívia tem um carnaval bastante pitoresco. É nesta época do ano que acontece a Diablada, um desfile onde é encenada uma dramática batalha entre o Bem e o Mal, na cidade de Oruro, centro da mineração boliviana. Os homens se fantasiam com máscaras demoníacas, ornamentadas com serpentes aladas e dragões de três cabeças, representando os espíritos malignos que assombravam os primeiros operários, que temiam o trabalharem nas minas de estanho e prata por causa do perigo de passarem longo período de tempo debaixo da terra. Já o Bem é caracterizado pela figura da Virgem de Socavón, a virgem do túnel da mina para onde convergem os "diabos" no fim do desfile, já com suas máscaras na mão. Eles se ajoelham dentro da igreja e pedem proteção à Santa. Na saída, passam por um túnel prateado, que simboliza a saída da mina, e são banhados por água benta pelos padres da cidade, consumando o ritual do exorcismo. Em qualquer lugar do mundo, o carnaval sempre é uma festa única que, para estar completa, não deixa de reunir o sagrado e o profano.
Fontes: Carnaval, de Hiram Araújo e sites oficiais da Liesa - Liga Independente das Escolas de Samba, Prefeitura Municipal de Salvador, Estação Primeira de Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Desabafo de um professor

Hoje, vi no facebook de uma amiga, o relato de um professor revoltado com a situação em que nós, trabalhadores da educação, temos de encarar todos os dias. Segue o relato:



A realidade de hoje ! 

Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011

Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos. 
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela. 
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola. 
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil. 
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"... 
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;funk
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento 
das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!... 
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00.....................para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
IMPORTANTE:
Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...

P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!

Evolução - Biodiversidade 2012

Confesso que fiquei muito aflita com o tema dos trabalhos, relacionados à biodiversidade, deste ano. Mesmo porque temos, aproximadamente, um mês para trabalhar com as crianças. Pesquisando sobre o tema, encontrei um site muito legal, recheado de dicas e atividades. Observando o conteúdo encontrei esta atividade que me parece bem interessante para o trabalho com ensino fundamental.